terça-feira, 15 de maio de 2007

(Paraísos Oníricos)



sonha, que teu desejo é vão,
ama, que teu sonho é vão,
vive, que teu amor é vão,
grite, que tua vida é vã,
cale, que teu grito é vão,
morra, que teu silêncio
é o que te cabe
neste mundo sem perdão,
perdoa, que tua morte é vã,
e vá, que tua ida
é apenas despedida
do que tanto te aborrece.

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4 comentários:

Mulher na Janela disse...

desse inferno íntimo, me comprazo, tiro glórias, invento laudas de sentenças fulminantes...ele é o nosso testamento último e sua poesia, matéria de palavra e de encanto.

um abraço!

Alexandre disse...

'Mulher de blogs'...você!
... e depois perceber que a mim não cabe mais nada a não ser não-ser, vou em paz!

Fernando Palma disse...

Teus poemas soam bem. Como musica...
Isso é bom!

Lunna disse...

O desejo simples de nada ser por algumas horas me alcançou agora.
Estou desatenta e sem presssa.
Chove por aqui, por enquanto apenas do lado de fora dos olhos, mas em breve irá chover por dentro e por fora.
Beijos e o desejo de uma linda semana...